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Fabíola Lopes: Por que o BBB causa tanta comoção?

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Mais uma coluna da nossa maravilhosa Fabíola Lopes, que trabalha com etiqueta e eventos, entre várias outras cositas mais!

Na coluna de hoje, ela fala sobre Big Brother Brasil.

Big Brother Brasil: Por que um programa de TV causou tanta mobilização entre a população, inclusive entre pessoas que nunca assistiram ao programa?

Um programa já conhecido, porque de inédito não tem nada, conseguiu viralizar e invadir as redes de forma a sobrepor qualquer audiência da TV.

Isso foi programado ou acidental? As perguntas são muitas e as possibilidades, maiores ainda.

Lanço aqui mais alguns questionamentos:

A revolta causada por atitudes de alguns integrantes do programa se devem ao fato de serem figuras famosas e que, portanto, deveriam ter uma postura diferenciada, mais de acordo com uma celebridade, e acabaram desapontando, desmistificando essas criaturas que antes tinham seus fãs clubes?  Ou todas essas manifestações seriam por identificação dos dramas vividos no confinamento, que mais do que nunca se aproximam da realidade atual da audiência? Os participantes e os assistentes todos (nós, povo) estamos adoecendo mentalmente por conta deste afastamento social, dessa mudança drástica de vida.

Talvez essa semelhança tenha causado um espelhamento e muitas dessas loucuras que vivem trancadas em quatro paredes, ou até nas mentes humanas, talvez tenham transparecido naquilo que nós estamos vendo na televisão.

As emoções estão aflorando com o passar do tempo, neste claustro forçado pela pandemia. Então, seriam as loucuras dos participantes do BBB o espelho das nossas próprias fraquezas e debilidades?

Ou quem sabe o tiro é mais embaixo? Quem sabe não foi a ferida do politicamente correto que foi mexida nessa temporada do reality show?

Estamos vivendo em um momento de muita possibilidade de exposição. Mas será que temos realmente a possibilidade de uma expressão verdadeira? Podemos mesmo falar e fazer o que queremos, sem ser julgados ou até “eliminados” se não seguirmos o padrão de comportamento esperado pela sociedade?

Particularmente, não acompanho o BBB, mas foi inevitável não acompanhar os últimos acontecimentos, porque eles foram assunto, eles estavam em todas as redes. Tornaram-se memes e, logo, despertaram a curiosidade.

Então nasce uma reflexão: que povo é esse nosso, que se mobiliza para colocar uma personagem de um show de TV num paredão e não faz o mesmo para questionar um STF querendo alterar leis por livre e espontânea vontade, de forma totalitária? Quais são as nossas prioridades? Qual é a força que realmente nós temos e qual é o foco dessa nossa força?

A atual temporada do BBB, por mais raso que seja o programa, está prestando um certo serviço público, por meio do sentimento de incômodo que está despertando. Pessoas desconfortáveis com as situações e comportamentos, quando conscientes desses, podem tirar algum aprendizado dessas situações. Com isso fica a esperança de que, em qualquer situação, que a fórmula sempre seja a empatia: julgar menos e entender mais. O que parece ser verdade, o que parece ser o correto, talvez seja muito mais complexo.

Então, acho que todas estas manifestações estão sendo válidas, mas até que ponto, mais uma vez, não estamos em uma atitude de rebanho?

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Para acompanhar Fabíola Lopes, siga o perfil no Instagram: www.instagram.com/fabiolalopesoficial

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