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Dog Walker: conheça a história do passeador Tarlison Suello

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Olá, amores!

Hoje vou falar aqui no blog de um profissional muito querido na minha vida e na vida dos meus pets Urso e Paçoca. O nome dele é Tarlison Suello e ele é um dog walker. Vocês sabem o que é isso?

Pois então, dog walker é aquela pessoa responsável por levar os animais de alguém para passear. O exercício físico é muito importante para qualquer bichinho, mas muita gente, por conta da rotina corrida, não consegue fazer isso na frequência ideal. Consequência: pets estressados e tristes. E não é por menos: imagine você, tendo que ficar trancado dentro de casa o dia todo, só podendo sair para correr e pegar um ar de 15 a 30 min por dia? É de enlouquecer qualquer um, né?

É por isso que valorizo tanto o trabalho desenvolvido pelo Tarlison com a sua empresa Patas na Rua. A ideia de se dedicar a essa profissão e a de pet sitter (cuidador de pets), que ainda não são regulamentadas no Brasil, surgiu de uma viagem a Buenos Aires. Lá, Tarlison conheceu os passeadores de perros e ficou pensando na felicidade que o cão dele, o Jimmi Hendrix, um Dacshund com 10 anos atualmente, teria se pudesse passear mais.

Dog walker

Tarlison e seu fiel companheiro, o Dacshund Jimmi Hendrix

O desejo de melhorar a qualidade de vida do seu fiel companheiro juntou-se com a insatisfação no trabalho e, a partir daí, Tarlison passou a estruturar sua empresa, pesquisando mercado, fazendo cursos, elaborando um plano de negócio etc. Após sair do emprego, ele se jogou de vez no novo projeto. As dificuldades no início não foram poucas, mas hoje Tarlison passeia, por dia, com 23 cães (ou, seus clientes, como gosta de chamar), de segunda a sexta, ocasionalmente aos sábados. Sucesso total!!

“Posso dizer que trabalho feliz, não vi ‘a crise’ no meu pró-labore desde então, trabalho passeando literalmente, faço o que eu gosto, me divirto aos montes, ganho saúde com as caminhadas e pedaladas, socializo e o meu cão (foco de tudo isso) passeia três horas por dia.”

Dog Walker

Jimmi e Ghoda, os dois pets de Tarlison

Dog Walker

Ghoda é uma cadelinha que Tarlison adotou há cerca de 5 meses. Ele a encontrou na frente do seu prédio, obesa, com dificuldades de caminhar, incontinência urinária, cheia de pulgas e carrapatos. Hoje ela está cheirosa, emagreceu 4 quilos e adora correr e brincar.

Além dos meus pets Urso e da Paçoca, outros dois clientes do Tarlison são a Chica e a Flor, da veterinária oncologista Luciane Vieira. Ela conta que buscou os serviços do Patas na Rua porque o antigo passeador era muito irresponsável. “O trabalho de dog walker não pode ser realizado simplesmente por quem gosta de cães. É preciso profissionalismo, e isso o Tarlison tem de sobra. Ele sempre me passa relatórios dos passeios, ressaltando informações importantes, como alterações nas fezes, por exemplo. É muito estudioso e observador do comportamento canino e me auxilia no dia a dia com elas”, destaca Luciane, que trabalha com Tarlison há mais de um ano.

Dog Walker

Clientes Chica, à esquerda, e Flor

Dos passeios com suas matilhas de clientes, Tarlison guarda muitas histórias bacanas e engraçadas, como da vez em que uma senhora o xingou no elevador por conta do mau cheiro, achando que ele havia soltando uns flatos por ali. A verdade era que Tarlison estava com um saquinho de fezes preso a ele e havia se esquecido de jogá-lo fora antes de entrar no prédio. Que saia justa! Teve também a vez em que encontrou o cachorro de um morador de rua conhecido e devolveu o animalzinho para o dono, que ficou tri feliz. E, infelizmente, às vezes rolam momentos tristes, como a morte de algum cliente mais velhinho. Ficam as lembranças e o afeto.

Bah, Júlia, curti essa profissão! Como faço?

Para quem tem interesse em trabalhar como dog walker, Tarlison explica que é preciso ter alguns requisitos. Gostar muito de cães e saber respeitá-los em seus limites; paciência, pois os pets assimilam por repetição; gostar de caminhar (“em média faço uns 20km por dia”); ter empatia para buscar saber como o cão observa o mundo; simpatia e bom relacionamento com tutores, porteiros, empregados e transeuntes; muita responsabilidade, pois se está trabalhando com vidas; assiduidade e transmitir confiança.

Dog Walker

Digam “xiiiisssss”, pessoal!

Além disso, é preciso conhecimento em psicologia canina, técnicas básicas de adestramento e condução e conhecimento de primeiros socorros para casos de acidente. Para desenvolver suas habilidades como passeador, Tarlison fez cursos na Dog Walker e na Cão Ativo, em São Paulo, e acompanha frequentemente o Congresso Nacional Online de Educação Canina. Ele também recomenda os livros do Alexandre Rossi e do Cesar Millan.

Como em qualquer outra profissão, para ser bom, é preciso suar a camisa! Dá-lhe, Tarlison!

Dog Walk

Mor-ta com tanta caminhada. Bjo, fui!

ATENÇÃO: na semana que vem tem post novamente com o Tarlison! Dessa vez ele vai dar dicas de como tornar o passeio mais agradável para os pets. Não percam, amores!

 

 

7 Comments

  1. Heloisa

    14 de Abril de 2016 at 19:52

    Conheço ele, realmente é um ótimo profissional, as vezes, qdo vejo com vários cães, indo pro passeio, paro pra olhar, admiro o trabalho dele. E é meu vizinho tb.

  2. Queila

    15 de Abril de 2016 at 00:16

    O Tarlison é um anjo na minha vida! Um profissional transparente e competente! O
    Homer (meu cãopanheiro) adora ele e é hóspede frequente! Adorei o post! Queila

  3. Júlia Fleck

    18 de Abril de 2016 at 10:22

    É verdade, Queila! O Tarlison realmente é um anjo para nós e nossos pets!

  4. Tisa Devincenzi

    18 de Abril de 2016 at 19:12

    Adorei!!

  5. Júlia Fleck

    20 de Abril de 2016 at 14:33

    Que bom, Tisa! O Tarlison é ótimo mesmo! Beijos

  6. Fernanda Fonte Rangel

    16 de Abril de 2017 at 22:30

    Ele é mesmo sensacional!!!

  7. Júlia Fleck

    17 de Abril de 2017 at 10:23

    É mesmo, né, Fernanda?! <3

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