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6 livros para pensar o feminismo

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O “feminismo‘ foi escolhido como a palavra do ano de 2017. O anúncio foi feito pelo dicionário Merriam-Webster, um dos principais na língua inglesa. O termo foi o mais procurado no site da publicação, além de ter estado na mídia em diversos momentos do ano passado.

Para pensar sobre o conceito, fiz essa lista com 6 livros que versam sobre o feminismo, o direito das mulheres, a igualdade de gênero e o que é ser mulher em diversos contextos. No ano passado, indiquei também aqui no blog 5 filmes para pensar o feminismo.

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Sejamos todos feministas – Chimamanda Ngozi Adichie

Neste ensaio, Adichie parte de sua experiência pessoal de mulher e nigeriana para pensar o que ainda precisa ser feito de modo que as meninas não anulem mais sua personalidade para ser como esperam que sejam, e os meninos se sintam livres para crescer sem ter que se enquadrar nos estereótipos de masculinidade. Sejamos todos feministas é uma adaptação do discurso feito pela autora no TEDx Euston.

 

A cor púrpura – Alice Walker

Ícone da literatura, este livro é conhecido como uma obra sobre temas como discriminação racial e sexual. Alice Walker recebeu o Prêmio Pulitzer em 1983 pelo enredo criado em torno de uma jovem, Celie, abusada sexualmente pelo pai e obrigada a ter os dois filhos dele. A trama foi adaptada para os cinemas com direção de Steven Spielberg, em 1985, com Whoopi Goldberg, Oprah Winfrey e Danny Glover no elenco.

 

O conto da aia – Margareth Atwood

Conhecido recentemente por conta da adaptação homônima para TV (The Handmaid’s Tale, disponível na Netflix), o livro se passa em um futuro distópico em um Estado totalitário irreal no qual as mulheres são propriedade do governo e vítimas de opressão de um governo teocrático. As críticas apontam a série (e o livro) como produções muito atuais levando em conta as políticas machistas que aparecem nos Estados Unidos no governo Trump.

 

Persépolis – Marjane Satrapi

Persépolis é uma autobiografia em quadrinhos de Marjane Satrapi, romancista gráfica, ilustradora e escritora infanto-juvenil. Retratando sua infância até sua vida adulta no início do Irã durante e após a revolução islâmica, Marjane traz a perspectiva de uma mulher iraniana em um país extremamente machista e conservador.

 

O que é lugar de fala? – Djamila Ribeiro

Djamila Ribeiro

Partindo de obras de feministas negras como Patricia Hill Collins, Grada Kilomba, Lélia Gonzalez, Luiza Bairros, Sueli Carneiro, a filósofa Djamila Ribeiro aborda, pela perspectiva do feminismo negro, a urgência pela quebra dos silêncios instituídos. Quem tem direito à voz numa sociedade que tem como norma a branquitude, masculinidade e heterossexualidade? O conceito se faz importante para desestabilizar as normas vigentes e trazer a importância de se pensar no rompimento de uma voz única com o objetivo de propiciar uma multiplicidade de vozes.

 

Os homens explicam tudo para mim – Rebecca Solnit

Em seu ensaio icônico “Os Homens Explicam Tudo para Mim”, Rebecca Solnit foca seu olhar inquisitivo no tema dos direitos da mulher começando por nos contar um episódio cômico: um homem passou uma festa inteira falando de um livro que “ela deveria ler”, sem lhe dar chance de dizer que, na verdade, ela era a autora. A partir dessa situação, Rebecca vai debater o termo mansplaining, o fenômeno machista de homens assumirem que, independente do assunto, eles possuem mais conhecimento sobre o tema do que as mulheres, insistindo na explicação, quando muitas vezes a mulher tem mais domínio do que o próprio homem.

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