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Noite de Top Model do Catálogo de Brotos: entrevista com os estilistas

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Hoje, 23 de agosto, acontece um dos eventos mais glamourosos do Catálogo de Brotos! É a Noite de Top Model, em que Catalogadas e organizadoras desfilam criações de grandes estilistas do estado: Rui Spohr, Serginho Pacheco, Felipe Veiga Lima e Juliana Pereira. O encontro vai acontecer no top Restaurante 300 Cosmo Dining Room.

Para que vocês conheçam um pouco mais cada um desses talentosos estilistas, fizemos uma série de entrevistas com eles. Olha só:

 

 

Entrevista com Juliana Pereira

Foto: Editora Globo

Foto: Editora Globo

Como começou a tua carreira na moda?

Sempre respirei moda, pois minha mãe, Neuzinha, é costureira há mais de 40 anos. Queria uma profissão que me desse prazer todos os dias!

 

Quais as principais características que definem as tuas criações?

Acredito que toda a roupa deve ser elegante, charmosa , feminina com uma pitada de sensualidade. Com movimento acompanhando o corpo da mulher.

O que mais te inspira na hora de criar os modelos?

A própria mulher.

 

Como serão os vestidos do desfile no 300?

Serão modelos com movimentos e efeito pois um desfile requer essas características.

 

Quais as principais tendências de vestidos da temporada? Tens algumas dicas para as catalogadas na hora de escolher o look para a grande noite?

Misturas de cores com tons terrosos, detalhes de preto. Saias com aberturas e transparências, decotes em V ( minha marca registrada) com ombreiras estruturando os ombros. E sempre cintos anatômicos marcando a cintura e amarrações.
Dica: escolham vestidos que tenham movimento e efeito ao caminhar, vestidos com bossa que acompanhem o balanço do corpo!

 

 

Entrevista com Serginho Pacheco

serginho-pacheco

Como começou a tua carreira na moda?

A minha carreira começou de uma forma muito ocasional. Quando eu era menino, com 17, 18 anos, em época de férias de colégio eu precisava de dinheiro e fui trabalhar em uma loja de roupas jovens na Galeria Malcon. Um rapaz que organizava as vitrines da loja achou que eu tinha jeito para trabalhar com moda e me convidou para fazer produção de desfiles. A partir daí fui entrando no mundo na moda.

Depois trabalhei como comprador de uma grande loja de Porto Alegre. Com isso vi a necessidade de alguns tipos de roupa e decidi começar a desenvolver. Foi muito por acaso, nunca tive esse sonho.

Sou formado em Arquitetura, porque eu precisava de uma faculdade na época e Arquitetura era a graduação mais próxima desse meu dom, de trabalhar com a estética.

 

Quais as principais características que definem as tuas criações?

A qualidade dos materiais e tecidos; a qualidade da execução, da costura, e a simplicidade do corte, o que torna as peças muito sofisticadas.

 

O que mais te inspira na hora de criar os modelos?

Na hora de criar meus vestidos o que me inspira é a feminilidade e a sensualidade da mulher. Sempre cuidando para que essa mulher esteja adequada aos ambientes, não seja vulgar e possa se apresentar bem e se sentir segura com a roupa que está usando.

 

Como serão os vestidos do desfile no 300?

Os vestidos que vou apresentar no 300 são modelos adequados à faixa etária das catalogadas. São vestidos femininos, sexy e joviais, com fendas e decotes bacanas. São vestidos que eu acho adequados para as catalogadas usarem na grande noite.

Quais as principais tendências de vestidos da temporada? Tens algumas dicas para as catalogadas na hora de escolher o look para a grande noite?

Uma tendência bacana são os efeitos de franja: franjas de pedra, franjas de seda. Estão em alta porque dão movimento à roupa.

Na festa do Catálogo de Brotos há uma passarela, então acredito que as meninas precisam usar vestidos longos. As fendas ficam bacanas. E sugiro explorar as silhuetas, para que a menina se sinta poderosa e confiante. Afinal, não é fácil encarar uma passarela com uma plateia de 300 pessoas.

 

Entrevista com Rui Spohr

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Como começou a tua carreira na moda?

Não lembro quando comecei a dar importância ao belo. Um dia descobri que, para realizar essa fixação pelo belo, pelo lindo, pela natureza, deveria seguir pelo caminho da moda.Comecei a observar as mulheres que eu julgava serem elegantes. Cada vez mais comecei a me interessar por moda. Procurei algumas escolas e cursos, mas não encontrei nada. Fui a São Paulo, mas lá também as opções eram poucas.
Estava no terceiro ano do Instituto de Belas Artes, mas aquilo não me satisfazia. Foi então que, aos 22 anos, decidi ir a Paris, o centro da moda. Fiquei três anos lá, realizando cursos de moda.

Descobri que muito mais importante que os cursos, raros na época, foi o contato com as artes como um todo. Pinturas, música, museus, espetáculos. Tudo era uma introspecção do belo, de beleza. Isso fez de mim um profissional de moda. Mais importante que os cursos foi o contato com a cultura

Era uma época de transição na moda. E várias coisas acompanhei quando estava em Paris. Isso me deu confiança para, de volta a Porto Alegre, montar meu atelier em um apartamento pequeno, onde tinha o mínimo necessário.

Quais as principais características que definem as tuas criações?
A sofisticada originalidade do simples.E principalmente ter um estilo, uma característica. Tenho as minhas verdades para compreender a moda.

O que mais te inspira na hora de criar os modelos?
Deixar a mulher elegante, bonita, para que ela se sinta segura e feliz.

 

Tens algumas dicas para as catalogadas na hora de escolher o look para a grande noite?

Indico que elas usem o que gostem, o que para elas é importante e que faz elas se sentirem elegantes, modernas.
Eu aconselharia menos preocupação em ser sensual, pensar mais em ser crianças, uma fase que deixaram há pouco tempo. É uma fase de transição que elas estão vivendo.

 

Entrevista com Felipe Veiga Lima

felipe veiga lima

Como começou a tua carreira na moda?

Na verdade eu sempre gostei muito de moda, mas o começo da minha carreira como estilista não foi algo planejado, aconteceu por acaso como muitas coisas realmente significativas que surgem na vida de qualquer pessoa e a torna realizada. Para mim ocorreu como algo muito bom que tinha de ser e acabou acontecendo devido a circunstâncias de trabalho na época em que eu atuava como paisagista. Hoje não me vejo fazendo outra coisa. Para mim, produzir moda é mais do que um trabalho, é o grande prazer da minha vida.

Quais as principais características que definem as tuas criações?

São estilo Clássico, mas com um toque moderno que realça a feminilidade da mulher. Exclusividade e acabamento impecável.

O que te inspira na hora de criar os modelos?

Estou sempre atrás de tecidos diferenciados que tenham o estilo do atelier. Sempre que me deparo com algum tecido especial não hesito em adquiri-lo. Na maioria das vezes já visualizo o modelo quando da escolha do tecido. Outras vezes a inspiração acontece na hora da entrevista com cada cliente. O modelo surge em meu pensamento durante a conversa e até já defino quais os tecidos que poderão atender melhor às expectativas. Também há vezes em que a ideia surge somente mais tarde quando me concentro e desenho o modelo a apresentar.

Como serão os vestidos do desfile no 300?

Seguirão o meu estilo, mas procuro sempre surpreender.

 

Quais as principais tendências de vestidos da temporada?

Na verdade não trabalho com tendências. Procuro, dentro do meu estilo, atender da melhor forma o gosto pessoal de cada cliente, que é único e deve ser respeitado. Acredito que é um privilégio poder criar um modelo exclusivo que atenda a expectativas que também são únicas.

Tens algumas dicas para as catalogadas na hora de escolherem o look para a grande noite?

Que escolham o modelo mais compatível com o gosto e personalidade de cada uma. Se puderem aliar isso a tecidos de boa qualidade certamente farão a melhor escolha.

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