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Fernanda Nichelle: Colágeno e Envelhecimento

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Texto publicado originalmente na Revista Caras, edição de 12/04/2017. 

“Envelhecimento envolve perda de colágeno que leva à flacidez”

Um dos maiores desafios da Medicina voltada para a Estética é o combate aos sinais do envelhecimento no corpo humano.

Avançadas técnicas têm sido estudadas, desenvolvidas e utilizadas pelos médicos que atuam nesta área, travando uma batalha diária ao lado de seus pacientes, em busca da tão sonhada – e utópica – juventude eterna.

As pessoas têm prestado cada vez mais atenção ao que elas comem. Algumas querem perder peso, outras possuem alergias, outras desejam apenas proteger seus ossos e articulações e algumas almejam ter uma pele mais bonita e pouco enrrugada.

E para quem quer manter o rosto saudável e bonito por mais tempo, é mais que fundamental cuidar da pele com tratamentos adequados que induzam a produção ou incrementem o colágeno – substância que mantém a sustentação do tecido cutâneo.

O colágeno é uma das proteínas mais importantes do corpo humano. É um componente natural, responsável por dar firmeza à pele.

Durante o processo natural de envelhecimento, em associação com outros fatores ambientais e nutricionais, a derme, principal camada de atuação do colágeno, sofre com a perda de umidade e fica mais seca. Por conta disto, ela fica mais fina, a ligação do tecido conjuntivo perde sua firmeza e elasticidade, e as tão temidas rugas aparecem.

O envelhecimento natural da pele, a herança genética, a falta de nutrientes e a exposição a agressores externos são fatores importantes na determinação da velocidade de degradação do colágeno da nossa derme.

A quantidade de colágeno no nosso corpo começa a diminuir a partir dos 25 anos de idade, sendo agravada de forma significativa nas mulheres após a menopausa.

No climatério a produção de colágeno decresce consideravelmente e não produzimos mais esta substância com a mesma qualidade, nem quantidade da juventude. Assim, a produção não acaba, mas se torna insuficiente. Por isso, é preciso se preocupar em estimular ou repor a produção desta proteína para minimizar os danos acusados pela sua perda.

Nos últimos anos, pesquisadores têm estudado as substâncias que possam não só inverter o processo de degradação do colágeno como trazer outros benefícios à saúde, pois o colágeno também está presente nos ossos, cartilagens e coração.

Devido à importância do colágeno para manutenção da homeostase nos organismo, o interesse da indústria farmacêutica por essa proteína vem crescendo. De modo geral, as pesquisas têm focado no uso dessa substância como uma das armas de combate ao envelhecimento cutâneo.

Ainda vêm sendo realizados muitos estudos sobre sua ação exata, mas sabe-se que o colágeno hidrolisado é absorvido pelo organismo e consegue chegar à pele e quando associado à vitamina C, sua absorção é potencializada. A ingestão, portanto, ajudaria a retardar sua perda. Pesquisas mais recentes mostraram também uma combinação única de peptídeos bioativos de colágeno, obtidos a partir de uma hidrólise específica, que origina ligações de determinados peptídeos para atuar nas células dérmicas com capacidade de aumentar a expressão do colágeno tipo I e proteoglicanos envolvidos na formação e sustentação de fibras elásticas dérmicas, ocasionando assim a diminuição da flacidez e melhorando a hidratação e suavidade da pele.

Para suplementação oral, o colágeno geralmente é comercializado em cápsulas ou sachês. Ele pode ser um poderoso aliado na sua busca pela beleza e saúde minimizando assim, os sinais de envelhecimento que estão à flor da pele.


Dra. Fernanda Nichelle
Médica
CRM/RS: 36.168 CRM/SP: 154.072

CLínica MAC
R. Silva Jardim, 221 – Auxiliadora
Fone: (51) 2111-3434

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