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Carlos Eduardo Tagliari: Rinoplastia

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O tema que abordaremos hoje é a cirurgia estética do nariz.

A Rinoplastia está sempre no centro das discussões de cirurgia plástica pelo seu grau de complexidade, bem como pelo alto grau de expectativa dos pacientes quanto aos resultados.

O nariz necessita sempre estar em harmonia com todo o rosto. E isso impacta diretamente nos resultados que devemos procurar.

Os detalhes anatômicos do nariz e da face do paciente e questões funcionais da respiração nasal devem ser minuciosamente avaliados.

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O cirurgião plástico necessita expor ao paciente, durante consulta e avaliação, tudo que deverá e poderá ser feito para obter um resultado satisfatório e condizente com a harmonia facial.

As técnicas de Rinoplastia podem envolver cicatrizes apenas internamente ao nariz (Endorinoplastia) ou associar uma pequena incisão na parte externa, bem posicionada e discreta, que praticamente se torna imperceptível ao longo do tempo (Exorinoplastia).  Hoje há uma tendência cada vez maior de optarmos pela Exorinoplastia, devido a maior facilidade em identificar as alterações estruturais do nariz e poder corrigi-las de forma mais precisa.

O nariz é dividido em parte óssea e cartilaginosa (septo e  outras cartilagens). Podemos ter alterações nas duas partes ou somente em uma delas, a depender de cada caso.

Quando a parte óssea apresenta deformidades, procedemos a pequenas fraturas e raspagens para definir um novo contorno. Já na parte cartilaginosa, a definição de formato é realizado através de pontos e pequenas ressecções.

Homens e mulheres possuem diferenças estéticas nasais bem caracterizadas, que devem ser de total conhecimento do cirurgião plástico para que o resultado seja natural e adequado.

Assim como todo nosso corpo, o nariz está constantemente sofrendo ação do envelhecimento.

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Outras condições que alteram o formato nasal são traumas decorrentes de acidentes ou esportes, uso de medicações nasais, sinusites e rinites de repetição. Tudo isso causa um processo inflamatório local que pode gerar desvios e perda de projeção nasal.

A observação da forma de respiração deve iniciar ainda na infância. Crianças com obstrução nasal tornam-se respiradores bucais; e isso, invariavelmente, causará deformidades na face e nariz.  Muitas vezes levando a cirurgias nasais no futuro.

Acredito que a questão mais importante, e que sempre passo aos meus pacientes, é não desejar ter ou “ficar” com o nariz de outra pessoa. Para ter sucesso na Rinoplastia, devemos sempre buscar harmonizar o nariz com o rosto do paciente. Assim conseguiremos ótimos resultados e satisfação dos pacientes.

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Carlos Eduardo Tagliari
Cirurgião Plástico
Membro especialista da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica

 

 

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